terça-feira, 11 de fevereiro de 2014



Dizem por aí que os bandidos e mal feitores por mais perversos que sejam, estão mais próximos da dita "iluminação" do que os entregues a inércia conformista. Pois diferente destes eles vivem mais intensamente suas escolhas e colhem os frutos do Karma.
Dizem também que Jesus era sempre visto ao lado das prostitutas e ladrões, não porque era mal intencionado, mas por ter sido um marginal, revolucionário, ser contra os padrões da época. Essas qualidades, dependendo do ponto de vista, não se diferem tanto do resto do povo que frequenta o submundo do crime e do vandalismo. A diferença consisti basicamente em um posicionamento ideológico ou uma orientação espiritual.

"O sábio conhece a importância do bater das asas da borboleta, por isso se contenta em apenas observar. Alguns se iludem com sua beleza e tentam capturá-la para satisfação própria. Mas o pior é nem se dar conta do encanto que a borboleta traz"

Erik S.

Máscaras



Eu sempre tive contato com muitos campos da arte. Musica, escrita, desenho... Mas sempre via o teatro como um quarto escuro que eu não me atreveria entrar. Apenas com os meus dezessete anos a curiosidade falou mais alto e eu entrei no grupo de teatro do colégio.
Algo parecido tinha acontecido antes. Quando passei a escrever contos e meu tio, que é músico, me incentivou a fazer uso dessa boa relação com as palavras para compor. Foi difícil e foram necessárias algumas tentativas antes de surgir minha primeira composição.
Nunca tive problemas em falar em público, mas estava sentindo uma imensa dificuldade de improvisar e principalmente simular emoções no palco... Me faltava fé. Se nem mesmo eu acreditava no que estava encenando como fazer outras pessoas acreditarem? Descobri então eu era uma pessoa emocionalmente travada. Sempre bolando algo antes para não me expor completamente. Meus gestos, minhas falas, era tudo comedido. Passei a me sentir preso por esse filtro, essa auto-censura inconsciente. As vezes, apenas a intenção de evitar mascaras acaba criando mais uma.
Engraçado como o teatro te faz remexer nas coisas que você sufocou a vida toda. Como se fosse um baú que se abre, podendo agora se divertir com esses brinquedos a muito esquecidos. Arejando esse baú, acabamos por nos conhecer melhor. Nos sentimos mais completos ao ter essa intimidade com sigo mesmo e encarar o nosso lado sombrio.
Sempre comentava com as pessoas que eu sou do tipo que não pensa rápido. Dizia que não funcionava sobre pressão. Mas se houver tempo, poderia arquitetar um plano a prova de falhas. Com essa calma, refino minhas idéias. E esse é um momento muito pessoal, quase como uma meditação.
Certo dia, eu estava conversando com um amigo e algum comentário meu o fez dizer:
 - Ah, esqueci que você está sempre um passo a frente de todo mundo. - Não dei muita atenção ao que ele tinha dito na hora. Mas agora me pergunto: Até que ponto estar um passo a frente dos outros é bom? Essa pressa pode me fazer tropeçar.
Hoje eu percebo que eu passo a maior parte do tempo no mundo das ideias e por lá, acabo me perdendo. Pensando sobre o futuro, as vezes sobre o passado. Esse hábito acaba me causando um sério problema de atenção, deixando passar coisas importantes do dia-a-dia.
Se você não tem controle sobre seus devaneios numa hora você pode chegar ao êxtase de tão empolgado da mesma forma que toda essa liberdade faz meus pensamentos e expectativas caminharem por caminhos pessimistas também.
O desapego budista trata exatamente sobre isso: Não criar muitas expectativas, dessa forma você não se frustra tão facilmente, deve-se aceitar tudo que vem como forma de aprendizado. A meditação seria a ferramenta ideal para desenvolver essa habilidade. Com a meditação você livra sua mente dos pensamentos inoportunos e passa a viver mais plenamente o presente. Essa seria a meditação oriental, com o objetivo de abster-se do pensar. Como dizem: "Orar é falar com Deus e meditar é escutar a Deus". Já a meditação que eu comentei antes ao elaborar meus planos se trataria de um conceito ocidental onde isso se define apenas como um momento de paz para organizar os pensamentos. Li já também que nas religiões cristãs existe uma tradição oculta de meditação. Técnicas esquecidas que poucos hoje em dia dão valor. Assim como a oração assumiu um papel quase que como o de um mantra, repetido aos montes, as vezes, sem mesmo compreenderem o que está sendo pronunciado. Ironicamente se eu meditasse mais da maneira oriental talvez eu já tivesse resolvido meus problemas e não estaria aqui comentando sobre eles e tentando analisá-los de maneira lógica.
Mas enfim, voltando as máscaras e traumas românticos... Um dia comentaram comigo que eu era meio frio. Mas já houve uma época em que eu fui mais romântico. Notei então que durante a vida toda, eu passei de um extremo a outro. Desde o jardim de infância, eu me apaixonava perdidamente pelas minhas coleguinhas. Levava flores e tudo mais. Mas nunca era correspondido. Talvez esse sentimento tenha sido muito precoce e por isso incompreendido. Sara, Bruna, Andressa, Beatriz, Nicole, Vanessa, Caroline...
Pode parecer meio ridículo comentar aqui sobre meus romances infantis, mas esse blog não foi feito apenas para entretê-lo. Isso pode vir a ser uma consequência se você, caro leitor, decida aproveitar o destrinçar de todas essas lembranças e sentimentos antigos. Isso, eu julgo fundamental para para compreender melhor quem sou eu hoje em dia.
Os anos foram passando e essas paixões ficando mais secretas. Como uma auto-defesa do meu subconsciente eu me fechei. Se revelar meus sentimentos não estava me fazendo bem, o jeito foi guardá-los apenas para mim e evitar o constrangimento e mágoa. Até o ponto em que eu perdi completamente a minha auto-confiança e a timidez passou a me controlar.
Me apaixonei mais uma vez, suspeitei por muito tempo ter sido a última. Isso foi por volta dos meus quatorze anos de idade. Compus até uma música e diferente do que todos acham não foi feita para ela, mas sim sobre o que eu estava passando por causa dela! Compus metade da música em um dia só, enquanto tocava guitarra pelado. A outra metade demorou mais, já que essa história não teve um final feliz e acabei inventando o resto para ficar do jeito que eu queria.
E o pior, essa frustração toda foi causada pela falta de iniciativa, coragem. Foi isso que me fez querer enfrentar esse problema de uma vez por todas. Aprendi a deixar o sentimento de lado e fui atras de outras perspectivas. Ver como é estar do outro lado da moeda. O lado de quem rejeita e brinca com os sentimentos alheios. Segui aquela frase que diz que relacionamentos não passam de jogos: "Hold my hand while I hold your attention".
Passado algum tempo busquei até desenvolver algumas relações. No entanto, não duraram muito e observei que era difícil para mim manter aquele sentimento inicial de interesse e curiosidade. Encontrava sempre um defeito que serviria como desculpa para terminar. Suspeito que tenha sido, em função deste trauma já mencionado.
Sentia como se meu coração estivesse defeituoso. Mas não seria a paixão nada mais do que uma ilusão que te faz ver tudo mais bonito e colorido, te deixando todo alegre e abobado? Talvez eu simplesmente não me iludisse mais com tanta facilidade.
Ha algum um tempo atrás parecia impossível decifrar meus sentimentos. Tudo parecia confuso: raiva, tristeza, alegria, paixão... Só percebo que em alguns momentos encontro a paz e a serenidade. Fora a isso meu universo sentimental era caótico.
Mas percebo hoje em dia que o amor se transforma. O tipo de amor que eu sentia quando criança não é o mesmo de quando adolescente e agora, tenho que me familiarizar com esse novo modo de amar...
Sem dúvida alguma o teatro me ajudou muito a lidar com esse meu lado mais prejudicado. Expressar melhor meus sentimentos e ser uma pessoa mais espontânea. 
Você deve aprender expor suas ideias através de códigos, da fala, movimentos corporais e afeições. Se utilizam das memórias afetivas para incorporar verdade nas situações fictícias, fictícias só para alguns. Porque para o ator e grande parte do público a encenação é bem real, pelo menos enquanto dura.
Aprendi que existe toda uma preparação para vestir a máscara do seu papel assim como é necessário depois remove-la, e voltar para seu eixo.
Comecei também a improvisar versando. Eu e meus amigos começamos a fazer rodas de rima com um violão, "beatbox" e até mesmo batidas de hip hop. Isso com certeza arejava minha mente como as improvisações do teatro. Deve-se limpar a mente, ter foco e fé no que se faz, observar o ambiente, o presente e versar sobre o que eu enxergava.
Dois meses antes de realizar uma viagem por um ano para a Nova Zelândia eu comecei a namorar, ignorando aquelas desculpas que o meu "Eu" medroso encontrava para não se relacionar. Mesmo sendo difícil eu consegui me abrir um pouco, tive momentos incríveis e me apaixonei. Aí fica meu conselho para quem quem for fazer as malas algum dia: Não deixe de aproveitar o presente pensando no futuro da mesma forma que você não vai querer deixar de aproveitar o futuro pensando no passado.
Nos primeiros meses da minha viagem, utilizei a máscara de que tinha tudo sob o controle. Até o momento logo antes de uma corrida de 12 horas que a pressão saiu do controle, me vi sozinho em uma terra distante e só queria meus pais para me dar uma força. Ao tentar explicar ao meu amigo o que estava sentindo nenhuma palavra saiu e lágrimas assumiram o lugar. Foi o primeiro baque da viagem me fazendo rever toda a minha forma de agir e me relacionar.
Durante essa viagem existiram algumas pessoas que cativaram minha atenção eu eu estava mais suscetível a captar essas nuances nas relações.
Observava meu comportamento durante essa viagem e tive grandes aprendizados. No início trabalhei bastante o lado de escutar e manter comentários para mim. Até porque eu ainda não dominava o inglês perfeitamente e podia ser facilmente mal compreendido. Fazia isso em função de um bom convívio social. No entanto mais tarde eu fui me atentando que eu estava deixando muitas situações passarem pelas minhas mãos. Por isso eu comecei a me preocupar em falar mais espontaneamente o que passava na minha mente  principalmente quando o ano de repente começou a passar mais depressa e eu via cada oportunidade como última.
Em um dado momento tive mais reflexões sobre as nossas máscaras. Me perguntei porque eu tinha tal personalidade, gostos e me vi refém de uma caricatura. Me perguntei quem de fato eu era, não soube responder e o pânico tomou conta de mim. Com o tempo esse medo foi diminuindo mas ainda restava aquela coceira atras da orelha.
Já no final da minha experiência enquanto fazia um mochilão antes de voltar ao Brasil visitei um grande amigo meu na capital do país. Conversando com ele, me fez perceber que todos usamos máscaras. Desse fato, eu já sabia "Todos usamos máscaras para nos relacionar em sociedade". Mas ele me fez compreender além disso. Existe quem nós pensamos que somos, quem a sociedade pensa que somos e quem realmente somos, o que se senta ao lado dos arquétipos. Quem pensamos que somos é influenciado pela visão da sociedade sobre nós, mas do mesmo jeito essa mascara ainda é a nossa ferramenta, é disso que o meu amigo se referia. Apesar dos defeitos, é através dela que deixamos nossa marca aqui nesse plano. O lance é entrar no jogo mas sempre consciente de que lado você está. A diferença entre todas as pessoas é o que move suas mascaras. Qual ideal de vida que você constrói usando seus bracinhos de madeira? Se for sincero consigo mesmo, provavelmente vai ganhar o privilégio de ser uma criança de verdade e não mais um mero marionete narigudo.
Até Jesus ou Buda, também assumiram uma mascara. Se você tem uma visão mais espiritual imagine: Como uma entidade etérea poderia atuar em um plano material? Primeiramente incorporando de um corpo material, se apropriando de todos os seus defeitos, limitações e máscaras.
Com certeza fiquei mais tranquilo com relação as minhas máscaras, o que sempre foi um dilema ao tentar descobrir quem eu sou e acabei chegando a conclusão que você é o que faz. "Ações", não existe nada mais do que o verbo nessa dimensão e o tempo segue como maestro dessa sinfonia de mudanças.
Voltando ao Brasil e houve complicações quanto ao namoro que ficou em aberto desde quando eu viajei. Foi a segunda e última vez que chorei no ano de 2013. Então inconformado com essa situação me confortei nos braços de outro romance que também não teve um fim como esperado.
Alguns dias depois estava no ônibus pensando sobre a minha vida amorosa e me dei conta que estava no fim ou começo de um novo ciclo. Depois de passar de "romântico" para "tímido amedrontado pela rejeição" depois para "coração de pedra galanteador" e então novamente ter meu coração amolecido e entristecido me vi com uma decisão em mãos: Me fechar novamente ou continuar vulnerável a futuras mágoas? Talvez a resposta seja encontrar um meio termo e escapar dessa maldição que é oscilar entre extremos. Talvez entrar no "jogo" do relacionamento mas não lacrar meu coração a vácuo e ficar atento para não desperdiçar um bom relacionamento. Afinal as máscaras são repletas de defeitos, mas se você guarda boas intenções por traz da sua está tudo bem.

Erik Schnabel






sábado, 26 de outubro de 2013

Intuition

Life seemed to be pointless. Not life, but the life that I was use to live, the way that I found to relate in society: clothes, personalities, tastes, appearance… What is the importance of all this? I was feeling unwell, struggling to accept that. Something was wrong. I felt connected to tags and definitions by strings, moving my body as a puppet. Everything so mechanical… 
How I was living my whole life in that way? Maybe i just haven't thought about that until now. The same way when we give to much attention to the blinking of the eyes. And then it gets really annoying. Waking up from the unconscious. 
Actually I was very scary to take the next step, take the control of my life. What would consists in stop shaping myself, building a character based on external factors, give myself the power to be shapeless and penetrate in everything. That seemed to be the wisest option. The other option was assume my weakness and keep living that lie, pretending to be someone I'm not. I knew that this second option would hurt, as if a part of me was dying. A real part of me, the part that I couldn't understand very well, but I could feel it. Eventually I would forget about all that "crazy non-sense". Probably it was just a flash of enlightenment but on that moment I considered ignorance as a gift. Because life that way seemed to be suicide and death the only way of salvation.

Erik Schnabel

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Introspection

I'm not hiding from disaster
But I'm not running into it either 

After a while being friend of my self, everything gets clear
I can see who is my real enemy
Finding the peace to start a new war

Opening my eyes, I unlock slowly my lungs and ears
New air for all the darkness that I keep inside!
The responsible for all that noisy silence
Filling an old room that has no walls, even though, it is vacuum-sealed

I learn now how to manage it with my new hands
Finally, there is the silent sound!
I find now some time to breathe and some space to move

Instead burning I rather just cut
If the problem is the root of misunderstanding
Then new opportunities simply show up
That is the changing season
The cycle of learning

Erik Schnabel

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Past and dreams


It was happening a party in the cover of my building. It still was under construction. The walls still were just brick and concrete. It didn't have all the walls, actually it was very dangerous. Imagine someone falling from the top. Even more dangerous after a few beers or some wine, that was what I had with me.
It had a cool illumination, made just with room lights. Everywhere I looked I could see tools and warning stripes. It was quite busy.
I was asking my self who had the idea to do a party there and why I was there after all. The music was fine! Getting to the party I knew nobody, apart of a friend, who invited me. We are not that close, he is always so odd. But I was feeling a bit down these last days, so probably was a good idea to socialize a bit accepting the invitation. Definitely it was an awesome view of the city from up there!
I saw that friend talking with this beautiful girl. The both leaning against the wall and talking about something that I had no interest to know. I knew how he is when hitting a girl and I didn't want to interrupt. I passed true them and she followed me with her eyes. On that moment she was quiet, throwing a look of curiosity no me while my friend kept talking to her. It felt that we were in slow motion.
She had a short and black hair, wearing a ladder singlet and chains on her baggy pants. She definitely would be the first one to hold your attention in a room full of people. Not because she was strange, not at all. I mean in a good way, she pass security just for standing at her side, just for passing by her as if something happened she would save me, even being apparently a small and skinny woman and I just a stranger.
Finally we were talking! I was expecting the whole night for that opportunity. Deep inside of me I was trying to impress her the same way that I knew my friend was, but if someone asks me I would deny. After a while talking, I decided to risk and bring up a topic a bit deeper to the conversation:
- Sometimes a typical narcissist, a person who acts like they are too confidents of themselves, yells for attention or shows an extreme care about their appearance contemplating their beauty could be actually just compensating their low self-stem. I mean: the ones who talks a lot, normally doesn’t do that much. I have being reading about self-love and techniques to develop it. It's very interesting!
Then the girl gave a smile:
- Yeah… I know what you mean. I have read about this as well. It is interesting.
Then she putted her leg up to this little chair between us. And pulled her baggy pants over her knee. And for my surprise, that was what she had, a knee and nothing more. The rest was a mechanical leg. It had a few springs and was made with metal and plastic. It was kind of stylish. Even thought I was astonished. How I didn't note that before?
Anyway, I did I've too much attention for that, it wasn't important.
This last weeks I was feeling crap, I have being trying to don't say this out loud or even think about this. I was fighting against this depression, doing everything that I knew to keep going. Wasn't spending to much time on bed and all this searching for the happiness' magic formula took me to that subject: Self-love.
-  I don't know what is the best way to keep your sanity in a world surrounded by agents of the perfectionism matrix that wants to denigrates you making you join them. - I said after a moment of silence:
- They are everywhere in everyone. - She replied laughing
-  I don't know what are you doing, but it is working.
- I do what I have to do! - And then she continued - If I'm scarred, I survive. If I'm happy, I enjoy. If I'm cold, I feel cold! This'll teach me to bring my coat next time. If I have a headache, I deal with it! I decided to eat all that junk food yesterday. What about drinking more water next time?
On that moment I realized! All that speech was making lots of sense for me. All my braincells were absorbing each one of those words.
- Life is not just pleasure. - I said whispering, almost just to myself. But she heard and was glad that I understood.
I realized how pathetic I was, complaining about my situation that way, avoiding my feelings. While she had a much bigger issue and there she was, strong as a bull. I can affirm that wasn't a shell, I know it. She is not the kind of person that speaks a lot. She just has that energy around her, this beautiful aura.
The difference between me and her, was that she accepts her inabilities and try to work with what she can. She don't feel sorry for herself. She acts as you could only be really happy if you don't get in panic when things don't work as expected and don't get to excited about good things. Life is happening in the present, the rest is illusion. Live is much more than good or bad moments. What is good now can be bad latter. All this is too superfluous. Life is experience.
I got very excited with that conversation. After a few seconds looking around and shaking my head, organizing my thoughts and with what she just said I looked at her and our eyes crossed each other. I thought that it should be a good moment to kiss her. But again I was thinking too much instead of taking  an action and the opportunity was gone. I got closer to her and trying to give some live to the conversation she continued:
- This society doesn't accept you if you are sad. It doesn't accept you if you are sick. Doesn't accept you if u are in a bad mood. For everything you have the "magical pill", an instant remedy… As you would say, the "blue pill", form matrix.
-   Yes! We don't need to be perfect! I just realize that I wasn't depressed, I was sad and that is just freaking normal! - She seemed to understand perfectly what I was feeling and traduce them to words. I remembered that I haven't commented about my "depression" before, but I felt that I should just keep talking:
- Some people say "Erik you are not funny today, you are boring! What happened?". For those I should answer "Life happened! I'm not a circus attraction to make you laugh. I have feelings as well! Deal with that!".
She just smiled while looking down the building. I got close to her and then she turned her face to me abruptly, probably to say something else that came to her mind. But as fast as it came, that thought left when she realized that our mouths were almost touching each other. We could feel the heat between our bodies and the cold surrounding us. Looking still to her eyes we had our first kiss.
In the next morning I woke up feeling very well. The sunlight passing true my courtins was and hurting of my eyes, I turned to the other side and stretched my arm along the bed to pull her near to me, but nobody was there. This strange feeling fell over me, as I had spent my night with a ghost.
"Why would she leave me in the middle of the night?"
I looked around my room and had no sing of her presence. Everything was exactly the same as everyday.
I inhaled deeply and opened my arms. I was relaxing my entire body looking to the seallin.
- That is a wise girl… I wish I was more like her, she is a free bird! - I said to myself thinking still about she leaving me without a simple good buy.
I thought about the possibility of she being just a character of a dream. If that was the case she would be a projection of my sub-conscient, just a part of myself. Well, lately I'm getting a bit confused to distinguish dreams from reality. I laugh with my self thinking that could be to much pot. But it doesn't really matter. The both situations, dreams and past situations are real while they last. After that, they are just memories and learnings. So now I decided to get off the bed and don't think too much about what could have happened, I was getting hungry. I opened my door and saw a leader singlet in the floor. A smile took over my face. Few more steps I found a baggie pants. Getting in the kitchen I saw this girl. She had her back to me and was completely nude standing on a mechanical leg. She was leaning on the bench and reading the paper while having coffee. She noted that I was there. I knew that she was pretending that she didn't, expecting a reaction from me. But I was there just observing her, glad that life was happening and I was there!


Erik Schnabel

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Detachment

In the first place, if you want to judge something you need, at least, to get informed about that topic. It is too easy to comfort yourself surrounded by your own ignorance. Why don’t question things, push over the limit? Too scary?But once recognizing your own ignorance, it is possible to see that you shouldn’t be judging nothing. To do this, it is needed to associate that thing with your own concept of good and bad. But everything is relative. We can’t even define ourselves, we are always changing. We are an inconstant and mutant being. Imagine define someone else’s behavior? We don't know the history, secrets or reasons behind that behavior. To then associate their choices with our own relatives and tendencious concepts of right and wrong.Secondly, I would like to say that I don’t give a damn for what you think about me. But unfortunately you can see that I care, just for the simple fact of spending my time writing about this to justify my self, requiring from this oppressive society my utopian right to do whatever I want without being judged. Probably people will just stop to judge when each one of us stop to care about being judged. Until then, the most of us would still keep inside these little inquisitors, wearing those funny wigs, just waiting the right moment to jump out and appoint the finger to each other.If I really didn’t care about what you think about me, I would have just heard what you had to say to me and smiled back peacefully. 

Erik Schnabel

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Sexo com as estrelas




Quando que os animais deixaram de se agrupar por questões instintivas passando a ter valor psicológico e social? Qual seria a diferença entre uma alcateia de lobos e um grupo de macacos que começa atacar grupos inimigos, como no início do filme "2001 uma odisseia no espaço", causadas as vezes pela possessividade e ciúmes sobre uma fêmea. Essas guerras de macacos podem até levar ao estupro das fêmeas. O que entre humanos pode ser considerado um crime de violência na maioria das vezes no reino animal representa o poder de um sobre o outro. Pois até cachorros machos montam em cima de outros do mesmo gênero, não por atração homossexual mas para impor seu poder. Percebe-se o ciúmes afetivo em cachorros, com relação aos seus donos. Mas você tem que concordar que existe algo de diferente entre esses exemplos. Será que o comportamento animal também se baseia na sexo que Froid sempre falava? Bom, a sexualidade estrutura até as aparências físicas dos insetos, aves, mamíferos e provavelmente todos os seres vivos. Então por que não no modo de que eles se relacionam em grupo? Talvez uma mudança nos hábitos sexuais de uma determinada espécie tenha influência na hora de moldar toda a sua estrutura interpessoal. Mas o que houve? Algo aconteceu, existe uma diferença entre a maneira desses animais lidarem com sua sexualidade. Um passo evolutivo foi dado. Há muito tempo surgiu a reprodução sexuada, a meiose e a possibilidade de variabilidade genética, acredito que ocorreu outra mudança ocasionando uma diferença entre os exemplos da alcatéia de lobos e os macacos e mais tarde outra espécie de primatas dará a origem aos primeiros homens pré-históricos. Mas o que difere a nossa sexualidade do resto dos animais? Masturbação? Você pode até se surpreender mas várias espécies de animais inclusive em alguns macacos a masturbação já é evidenciada como parte dos seus hábitos sexuais. Interessado nesse assunto fui pesquisar mais e acabei descobrindo que a medida que o homem pré-histórico foi se tornando bípede, os seios passaram a ser um atrativo sexual tirando a exclusividade da bunda. Desse momento em diante nossos ancestrais passaram a fazer sexo de frente para o outro e não somente por traz como a maioria dos animais. Fiquei pensando nisso e me perguntei se não foi aí que o conceito de beleza passou a existir, associando não somente os aspectos corporais durante o sexo mas as afeições. Isso seria uma sofisticação que ao meu ver teria uma baita influência em muitos aspectos da nossa vida hoje em dia, até no desenvolvimento de culturas e da própria razão humana.Lembro de conversar no bar com uma amiga, a um tempo atras, sobre as influências do nosso instinto ainda nas nossas ações ainda nos dias de hoje. A a mulher se interessando inconscientemente pelos homens que possuem um porte de caçador, robusto, exalando testosterona e mais propício de trazer alimentos e defender sua família. E o homem por outro lado observando os seios, para proporcionar uma boa amamentação aos filhos e os quadris da mulher mais saudável para gerar filhos saudáveis e fortes. É claro que isso tem mudado bastante com a influência da mídia do último século para cá. Antes os homens tinham interesse nas mulheres mais rechonchudas, saudáveis, fortes... Mas um exemplo de algo que a mídia e toda a rede de cosméticos vende seria os cílios grandes acentuando as características femininas - o que só passaria a ter relevância depois dos nossos ancestrais começassem a praticar o coito de frente.Esse refinamento na nossa sexualidade, a invenção do conceito de beleza, pode ter sido decisivo para que os outros não tão atraentes começassem a procurar ornamentos, flores, roupas. Peraí! Dizem que se você é feio, você tem que pelo menos ter boa personalidade não é? Ou ser esperto, inteligente que por definição significa se adaptar. As vezes trazer mais alimentos para o bando, assumir a liderança, inventar ferramentas. Talvez o primeiro homem pré-histórico na hora de reproduzir o fogo, inventar a roda, criar uma lança, fosse para impressionar sua amada, ou simplesmente para queimar, esfaquear ou tacar uma roda na cabeça do seu rival mais bonito e forte que ele.Algo ocorreu, uma adequação foi necessária para surgir essa diversidade cultural primeiramente entre nações, religiões, tribos e também clubes, corporações, empresas como outros tipos de instituições. Se esse for o caso, seria interessante saber quais foram suas causas. Para então se perguntar o que há por vir.Mas é claro que além da suas influências culturais, em cada pessoa, nós temos uma tendência sexual individual, o que será relativo ao seu desenvolvimento social, tanto nas amizades e família como aos parceiros sexuais.Resumir toda a nossa realidade a um comportamento sexual pode parecer uma visão quanto limitada. Pois da mesma forma que o ser humano tem sua sexualidade, também tem o lado religioso, emocional, familiar... Mas você pode também observar que todas esses itens tem uma relação bem íntima com a sexualidade. As vezes o que pensamos da sexualidade como temática, como faceta da persona é na verdade a origem disso tudo. A religião surgindo para justificar seus ímpetos sexuais responsáveis pela sua existência nesse mundo, um complexo e misterioso mecanismo para nos aproximar do futuro parceiro reprodutivo. A ciência ainda tenta alcançar a resposta hoje em dia, com os novos tipo de biologia, psiquiatria e genética, acusando substâncias e hormônios como responsáveis para o nosso comportamento social. Encontrar uma parceira sexual, ter filhos e então desenvolver toda uma relação com seus parentes de sangue, uma congregação de um clã, um ramo genealógico oriundo do sexo e seus mistérios. A religião tenta responder a maior pergunta: "Qual o sentido da vida? Tentamos descobrir os sentido do sexo e suas consequências, a perfeição do nosso sistema solar, estamos distância ideal do sol, mas nós nunca teríamos a oportunidade de experiênciar isso sem o nosso nascimento aqui nesse planeta a partir do ato sexual. Nossas emoções ligadas ao sexo? Você pode pensar no amor como uma consequência dos mesmos hormônios e substâncias interferindo nas suas sinapses, lançados no seu sistema circulatório para fazer seu coração bater mais rápido, sentir aquele calor ou suor frio. Um frio na barriga como em um desfile de beleza, competição de força e teste intelectual com outros concorrentes para ganhar o coração de sua amada. E aquele momento de êxtase? Vindo por traz dessa primitiva conquista e no final como a união perfeita entre dois seres, que ironicamente, será o começo de uma multiplicação da vida, de novos organismos, a matemática da variabilidade genética: adição, potenciação de dois e divisão, acarretando numa multiplicação ou digamos uma progressão - exponencial - da vida.Dizem que os anjos não tem sexo, será que nosso ímpeto de unificação não seria uma tentativa, primitiva de se tornar um anjo, perpetuando a nossa existência, alcançando a imortalidade nem que seja na dimensão genética? Tentando encontrar sua existência fora das limitações morte e vida. Ou seja, ocupando o cargo do desconhecido, o outro lado da moeda, outro lado da existência, a existência na inexistência, a anti-matéria, aonde nem o imaginário humano pode se adentrar. Podemos pensar que as coisas quando surgiram foram separadas da inexistência, os seres vivos da inanidade, buscando sempre sua reprodução. Se não se reproduzirem enfrentarão a morte, o que é nada mais nada menos que o espaço destinado para originar a vida. Não sei o que teria ocorrido para iniciar essa divisão. Mas quando eu era pequeno eu ouvi uma história bem bonitinha que pode ilustrar o que eu estou dizendo. "Deus estava entediado e sentava sobre uma pedra enquanto pensava na vida, queria alguém para conversar. Então olhando para sua sombra e disse - Levanta-te! - E assim nasceu o diabo." Assim se iniciou o diálogo entre o yin e yang, o masculino e o feminino, o físico e o espiritual. Por isso que todos os seres vivos portam esse ímpeto natural, se unir com todas as coisas. Mas a união entre apenas dois basta por enquanto. Buscamos a união com o nosso oposto, se não o sexo oposto em outros opostos ou até o oposto em nós mesmos, alcançando a famosa imortalidade dos anjos, mesmo que seja por um segundo de prazer. Tese, antíntese e síntese. E assim segue a vida, aprendendo com o errado e o diferente, perpetuando sua existência. Pois a vida quando estática e absoluta não é vida.

Erik Schnabel